Psicoterapia: uma jornada de mudança, com rumo e sentido. Promovemos mudanças duradouras na forma como se pensa, sente e age. Na Emotional Traps, acreditamos que a psicoterapia não é apenas um tratamento — é um processo transformador.
Trabalhamos com crianças, adolescentes e adultos, ajudando cada pessoa a desenvolver novas formas de:
Cada processo terapêutico tem o seu ritmo e complexidade. Nenhuma jornada interior é igual: há percursos mais curtos ou longos, fases mais tranquilas ou períodos de maior instabilidade e desafio. Na Emotional Traps, respeitamos o ritmo de cada pessoa e adaptamos o acompanhamento às suas necessidades ao longo do tempo.
Desde o início, definimos objetivos terapêuticos claros e realistas, que ajudam a orientar a evolução e a garantir que a terapia se mantém centrada no essencial.
Trabalhamos sobretudo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e terapias de terceira geração — como DBT, ACT e Terapia Focada na Compaixão — para tratar perturbações complexas com eficácia e humanidade. A nossa prioridade é garantir um acompanhamento ético, empático e focado em resultados duradouros. Aqui, o cuidado começa na relação terapêutica e estende-se a todas as áreas da vida da pessoa.
Principais Intervenções Clínicas
Avaliação médica especializada com enfoque no tratamento de perturbações mentais com ou sem medicação.
A ansiedade tem uma função de regulação importante, ajuda-nos a lidar com a ameaça e permite que nos adaptemos aos outros e ao mundo. O problema surge quando ela nos impede de caminhar na direção de quem e do que é importante e quando se torna frequente e intensa.
As pessoas que sofrem de ansiedade parecem aprisionadas. A mente não dá tréguas e não lhes permite estar no momento presente, ora estão a revisitar um passado sofrido ou a antecipar um futuro receado. Em termos terapêuticos é trabalhado o desenvolvimento de competências de regulação emocional e de atenção plena num clima de segurança e de aceitação.
A depressão (unipolar) foi considerada como a segunda causa de morbilidade em 2020 e estima-se que em 2030 seja a primeira.
Podemos olhar para a depressão como uma redução do afeto positivo, ou seja, redução da alegria, energia, entusiasmo, autoconfiança e interesse. A perda de interesse/ausência de motivação desenvolve -se a partir de experiências de fracasso no sentir prazer ou na obtenção de reforço.
São variáveis nucleares na Depressão:
Ambos associados à possibilidade de suicídio.
O trabalho com pessoas com depressão inicia-se com a ativação comportamental (drive) objetivando o aumento progressivo da motivação e do interesse através da obtenção de reforço e da sensação de prazer.
Sensação de vazio, oscilações de humor repentinas, tendência para problemas no controlo de impulsos, explosões de raiva, dificuldade em saber quem somos e qual é a nossa identidade, esforços permanentes para impedir rejeição e/ou abandono, relações de grande instabilidade, sintomas psicóticos, ansiedade permanente, possibilidade de comportamentos de automutilação, ideação suicida e tentativas de suicídio.
No essencial, uma sensação profunda de que somos inerentemente maus e sem valor, que não temos direito a sentir bem-estar e processos de autossabotagem que boicotam essa possibilidade. Estes são alguns dos traços que fazem desta perturbação um grande desafio para pacientes, familiares, amigos e profissionais de saúde mental.
Tamanho sofrimento pode ser diminuído através da compaixão, mais precisamente da auto-compaixão, pelo que o meu trabalho com estas pessoas assenta no desenvolvimento de uma relação terapêutica profunda em que a estrutura se combina com a irreverencia. Uma psicoterapia em que o afeto se encontra acompanhado de limites bem definidos, sempre num ambiente seguro e altamente validante, que permita à pessoa experienciar, a seu tempo, os eventos traumáticos e relacionais que a levam a fazer-se mal. Este longo caminho é intenso, assustador e desafiante para a pessoa, sendo usadas abordagens como: Terapia Cognitivo-comportamental; Terapia Comportamental Dialética; Mindfulness; Terapia Focada na Compaixão, Terapia Sistémica e Familiar.
Pensamentos repetitivos geradores de ansiedade que nos empurram para comportamentos que lhes dão resposta. Um ciclo interminável onde para termos uns breves momentos de alívio, acabamos por aumentar mais o nosso sofrimento. Na verdade, as compulsões tendem a reforçar as obsessões. O que este processo leva é a uma vida de ansiedade extrema, propensão para a depressão e com todas as consequências que daí resultam para a pessoa, para os colegas e para os familiares.
Não é fácil nem depende da “vontade” da pessoa deixar de ter tiques, rituais, compulsões e verificações. Na realidade, falamos de um sofrimento que tanto pode ser causado por eventos de vida (como mudanças, perdas, acidentes, ambientes pobres afetivamente, sobreposição de papéis familiares) como por aspetos neurobiológicos e/ou hereditários (aqui a neurociência tem dado importantes contributos).
Após a criação da relação, a psicoeduçação tem um papel de destaque pois ajuda a pessoa a perceber o que se passa com ela e como lidar com o que a incomoda. A abordagem Cognitivo-Comportamental (Exposição com prevenção de resposta), Terapia da Aceitação e Compromisso e o Mindfulness, fazem parte do meu trabalho com pessoas com POC.
O binge-eating (alimentação emocional), a anorexia e a bulimia.
Numa sociedade onde o culto do corpo tem ganho uma grande e preocupante importância, existe um aumento de pessoas que pedem a ajuda da psicoterapia para resolver problemas ligados à alimentação e à autoimagem. Ao olharmos para a história de vida de pessoas com este tipo de sofrimento, verificamos que existem ambientes invalidantes e/ou críticos, perfecionismo em demasia, orientação para o que os outros pensam e para o “suposto”, pobreza de afetos incondicionais, sobreposição de papéis (como filhos que se tornam pais e cuidadores em idade precoce), educação para o desempenho ou baixa relevância para o prazer e lazer.
Desenvolver uma relação terapêutica segura, de aceitação e de suporte emocional é o inicio do trabalho com pessoas que sofrem destas perturbações, seguido da observação da “função” da perturbação e de que forma é que ela foi aprendida e automatizada ao longo da vida (por exemplo, poderá ser uma forma da pessoa se sentir preenchida, de libertar a sua ansiedade, de transmitir e receber afeto através da comida, de chamar a atenção, de punir “passivamente” outros significativos ou punir-se “ativamente” a si própria).
As relações interpessoais têm um papel central no bem-estar. Existem relações abusivas e tóxicas que podem ser muito nefastas. Muitas organizações têm nos seus quadros pessoas que não olham a meios para chegar a fins. Muitas relações amorosas, familiares e de amizade podem envolver dinâmicas abusivas que conduzem a relações desequilibradas e destrutivas.
Podem ser pessoas que procuram constantemente estímulos; que responsabilizam os outros pelos seus erros; que tem uma necessidade enorme de controlo; que alternam comportamentos de agressão e de proximidade (criam a ferida para se “oferecerem como cuidadores”); que precisam de estar no centro dos sistemas por onde circulam e de ser idolatrados, gostam de ter seguidores; que são imorais e manipuladores; que utilizam “emoções instrumentais” para enganar, fazendo-se de vítimas para recuperar o controlo e tocar a “humanidade”.
Em psicoterapia, aparecem sobretudo as pessoas que são vítimas deste tipo de sistemas relacionais. O trabalho passa por ajudar a pessoa a entender os sinais e efeitos destas relações, a processar possíveis eventos traumáticos. Utilizamos essencialmente uma abordagem baseada na Terapia Focada na Compaixão.
Equipa da Cliníca